Prof. Roberto Villani

 

 

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Teatro Educativo Roberto Villani

1966 a 2010 = 44 anos de sonhos e realizações

 

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CRIANÇAS E JOVENS DA APAE DE SANTOS

Em 1971, fui convidadO pelo Sr Gladstowne Mourão Thomé de Souza, então Presidente da APAE - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, da cidade de Santos-SP, para ministrar Teatro Educativo às crianças e jovens assistidos pela entidade. Aceitei o convite, encarando o mesmo como um grande desafio às pretensões do meu método. Com a efetiva colaboração da equipe da APAE, iniciei os exercícios de Teatro Educativo. Foi um trabalho exaustivo, mas muito gratificante. O esforço e o carinho de cada professora, além do acompanhamento da Psicóloga da entidade, foram determinantes para o sucesso do nosso trabalho. Em dezembro desse mesmo ano, no dia 19, nas instalações improvisadas para teatro do It Club de Santos (hoje extinto), levei 52 (cinquenta e dois) excepcionais ao palco, como artistas, num espetáculo de rara beleza e emoção, com o título de "Os Brinquedos de Noel".

Devido a repercussão desse trabalho, no ano seguinte continuei minhas atividades junto às crianças e jovens da APAE, com igual sucesso.

DEFICIENTES AUDITIVOS

Durante o período que ministrei Teatro Educativo no Colégio do Carmo, da cidade de Santos-SP, tive sob minha responsabilidade duas classes de deficientes auditivos (surdos-mudos). Uma classe era formada de crianças e a outra de jovens. O meu método de Teatro Educativo foi de tal importância na educação desses jovens que chegou a encantar pais e professores. Como artistas, apesar dos problemas, apresentaram diversas peças, criadas por eles. Não havia a palavra oral, mas os gestos e a mímica, com graciosidade, eram suficientes para que acompanhássemos perfeitamente cada cena dramatizada.

DEFICIENTES VISUAIS

Da mesma forma que trabalhei com deficientes auditivos no Colégio do Carmo, tive também alguns alunos com deficiência visual. A experiência foi pequena, por pouco tempo, mas valeu. Aprendemos como lidar com eles e a conhecer a enorme capacidade criativa do deficiente visual. 

Como já dissemos, na infância quase tudo é imitação e na solicitação constante de seus instintos dramáticos, a criança imita a vida, usando das imagens-símbolo e dos elementos que a sua imaginação cria ou interpreta, baseando-se no reconhecimento de registros mentais. Conforme o grau de interesse, a criança volta a sua atenção para os elementos da experiência (cena doméstica ou televisão/cinema ou ocorrência ambiental etc). Pelo poder de observação, ela analisa os fatos destacando o objeto de interesse, isto é, os elementos até então desconhecidos (novidades). Isso feito, a criança registra a percepção através da memorização de imagens-símbolo. Mais tarde, no aconchego de seu ambiente preferido, ela irá reproduzir tudo o que observou durante a experiência, por meio da imitação (jogo e dramatização da coisa vista), na qual emprega imagens criadas ou interpretadas pela necessidade que toda criança tem de experimentar vivenciando o fato. (do curso Didática do Teatro Educativo)
 

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