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O Conhecimento

A Sabedoria

Através de convites, a partir dos trabalhos na EPSP - Escola Profissional de São Paulo, ministrei aulas de teatro convencional e de Teatro Educativo em algumas escolas da Baixada Santista (SP). Abaixo, apresento algumas dessas experiências que enriqueceram o meu Teatro Educativo.  

 

O Colégio Ateneu Santista

Os professores JOÃO PEREIRA DOS SANTOS NETTO, HYJALMAR RUBBO e AYRES VIEIRA, proprietários do Colégio Ateneu Santista, da cidade de Santos, convidaram-me para levar meu Teatro Educativo àquela escola. Do arquivo Então, em 1970, eu criei o CAST - Clube Ateneu Santista de Teatro, que tinha o objetivo de desenvolver atividades educativas e artísticas a qualquer aluno interessado. O CAST tornou-se muito importante na história do meu Teatro Educativo, por suas promoções e pelo apoio de sua Diretoria.  

O Colégio Ateneu Santista, pelo apoio absoluto do Prof. João Pereira dos Santos Netto, foi peça de suma importância no desenvolvimento do TERV. Com seus alunos, apresentei alguns trabalhos de pesquisa teatral, uma das quais culminou com a apresentação da peça Os Coxos, Do arquivo fundamentada no teatro do absurdo. A Tristeza do Velho Saci, baseada em pesquisa folclórica, também levou alegria a muitas platéias infantis, levando mensagens de amor às nossas raízes. E a peça Zanzalá, o Cubatão do Futuro, Do arquivo numa adaptação para o teatro da obra de Afonso Shimidt, ponteou o CAST em termos de espetáculos. Foi a primeira montagem de Zanzalá, em caráter experimental. Outras montagens foram feitas dentro do Colégio Ateneu Santista, sempre com objetivos de promover nos alunos integrantes do CAST o gosto pela pesquisa.

 

 

         Integrantes do CAST em apresentação na escola.
"Me agrado mucho visitar su site e estoy interesada en poder establecer contacto con Usted..."  - CLAUDIA RODRIGUEZ, URUGUAY

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Exercício no 1  
Preparação: Acomodar os alunos sentados (de preferência no chão) em semi-círculo À frente deles, colocar um objeto de fácil identificação. Por exemplo: um livro.  
Prática:  

1a Parte:

a)     Pedir aos alunos que observem atentamente o objeto.  Comente com eles sobre o objeto, sem contudo interferir na identificação dos alunos. Usando como exemplo o livro: comentar sobre sua capa, suas páginas, seu colorido, o que ele traz escrito...

b)     Pedir a cada aluno que fale sobre ALGUMA COISA LEMBRADA PELO OBJETO. Usando como exemplo o livro: o livro lembra ESTUDO, lembra HISTÓRIA, lembra CONHECIMENTO etc etc. O objeto à frente dos alunos lembra... Não interfira. Não dê pistas inicialmente. Aguarde que cada um diga uma palavra lembrada pelo objeto. Evite repetições. É muito comum os alunos repetirem palavras já faladas por colegas. Force-os a pensar. O que eles estarão fazendo é uma forma simples de relacionamento das imagens mentais. Eles estão vendo uma coisa, mas associam essa coisa a outras.

c)     Depois que cada aluno disse sua palavra, tente faze-los criar frases com essas palavras. Lembre-se de que o objeto em si não será mais utilizado. As frases são construídas com os resultados da associação das imagens. Se preciso, auxilie os alunos na construção das frases. Cada aluno então terá a sua frase (anote-as num papel, para o caso de esquecimentos).

d)     Cada aluno, uma por vez, à frente de seus colegas, em pé, repete a sua frase em  voz alta.    Observe que a reunião das frases sugere, em síntese, uma pequena estória. Comente isso com os alunos. Se preciso, dê um pequeno exemplo de estória.

e)     Cada 4, 5 ou 6 alunos formam um grupo. Dependendo do número de alunos participantes, crie um ou mais grupos. Cada grupo, num canto do local, reúne-se para criar uma estória COM BASE nas palavras e nas frases. Auxilie sem interferir, SE NECESSÁRIO. Cada grupo deve preparar sua estória para apresentá-la de forma dramatizada.

2a Parte

a)     Cada grupo , então, apresenta sua 'pecinha' e RECEBE APLAUSOS pela apresentação (crie a situação permanente de aplauso).

b)     Ao final, você faz os comentários de cada apresentação, inicialmente SEMPRE COM ELOGIOS

(Trecho da monografia "Teatro Educativo - Teoria e Prática")


"... encuentro que la página es muy interesante, sobre todo para quienes trabajamos con niños..." - HEDY MEZA, CHILE

Colégio Oswaldo Cruz e Colégio São José

Nos anos seguintes vários colégios da região procuraram-me solicitando meu trabalho. Evidentemente, por razões de tempo e de responsabilidades, não me era possível atender a todos. Limitava-me a proferir palestras aos Pais e Mestres dessas entidades. Contudo, dois colégios conseguiram adaptar horários de maneira que eu pudesse atendê-los: o COLÉGIO OSWALDO CRUZ e COLÉGIO SÃO JOSÉ, ambos de Santos.             

No Colégio Oswaldo Cruz, além das atividades do Teatro Educativo e das aulas de teatro, Do arquivo havia excursões a São Paulo-SP/Brasil para espetáculos teatrais. Os alunos, em nível de segundo grau, após presenciarem os espetáculos, promoviam debates sobre os ítens técnicos e artísticos.

Já no Colégio São José, religioso, as atividades do Teatro Educativo, além é claro de temas comuns, cuidava-se dos temas religiosos. Com alunas da 7a série, fizemos estudos sobre Tiradentes e sua época. Como resultado surgiu a idéia de uma peça sobre o tema. E as próprias alunas escreveram o texto As Trilhas da Liberdade. E sob minha direção, apresentamos esse espetáculo Do arquivono anfiteatro da escola para pais, professores e público em geral.

Ainda no Colégio São José, ministrei aulas de Teatro Educativo às alunas do curso de Magistério, em nível de 2o grau.


Colégio do Carmo

Contudo, a minha maior experiência em termos de teatro em sala de aula foi no COLÉGIO DO CARMO, um dos melhores estabelecimentos de ensino da região santista. Com o apoio total e absoluto da Diretoria do Colégio do Carmo, através da Dra. NEIDE CUPPERTINO SMOLKA e do Prof. WALTER SMOLKA, implantei o Teatro Educativo em Sala de Aula desde a primeira série ao segundo grau, num movimento até certo ponto gigantesco dentro de uma  escola. Tinha o apoio de todos, inclusive dos pais dos alunos. Nessa escola criei os festivais de teatro em sala de aula, com apresentações abertas aos familiares dos alunos, quando os melhores trabalhos eram exibidos. Esses trabalhos eram exatamente os resultados das práticas de Teatro Educativo dentro das salas de aula. As melhores dramatizações, ou as chamadas pecinhas, criadas pelos próprios alunos durante as aulas, eram selecionadas e ensaiadas para apresentações públicas. Do arquivo

Já com alunos do 2o grau, do curso de Tradutor e Intérprete, fazíamos pesquisas na Literatura Brasileira. O resultado dessas pesquisas eram aplicados em exercícios e transformados em dramatização. Em algumas ocasiões, essas dramatizações foram apresentadas em entidades assistenciais, gratuitamente. Do arquivo 

Também no Colégio do Carmo lecionei Teatro Educativo para alunos do curso de Magistério em nível de 2o grau. 

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CONTATOS:   (019) 9120-1151