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| Em quase todos os estabelecimentos de ensino onde atuei, além do grupo TERV, montei e apresentei muitos espetáculos. Foram apresentações memoráveis, nas quais cada criança, cada jovem ou adulto conhecia o sabor gostoso do palco, do público, dos aplausos. Contudo, alguns desses espetáculos fizeram história. E são eles que me disponho a comentar. Mas, por favor, entenda o meu raciocínio: espetáculo, para mim, não está na exuberância dos figurinos, do cenário, da iluminação... Espetáculo, para mim, é aquele que envolve nossa alma, que marca nossa existência, que se torna imortal porque é inesquecível. Jamais devemos esquecer que são as pequenas flores do trigo que desenham de ouro todos os cenários dos trigais. |
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Alguns espetáculos nasceram automaticamente em razão dos movimentos do Teatro Educativo. Em princípio, não tinham o compromisso de grandes apresentações, uma vez que buscavam tão somente o desenvolvimento dos participantes. Contudo, a medida em que esses participantes cresciam no contexto das práticas teatrais, exigiam mais detalhes técnicos e artísticos nas áreas que ocupavam em cada peça de teatro. Esses espetáculos começaram em 1970, na EPSP - Escola Profissional de São Paulo - PETROBRÁS/Cubatão-SP. Escrevemos um texto simples, uma paródia de Hamlet de Shakespeare. 'Hamle...Totó', comédia, interpretada por alunos da EPSP, teve sua primeira apresentação no Esporte Clube Cubatão. |
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Já com o CAST - Clube Ateneu Santista de Teatro, montei diversos espetáculos. Entre eles, 'Os Coxos', peça com estrutura do teatro do absurdo, 'A Tristeza do Velho Saci', texto infantil, 'Zanzalá - O Cubatão do Futuro', de Afonso Schmidt, e 'Festa Brasil', baseado no folclore brasileiro. Este último, em razão do grande número de personagens, teve elenco composto com alunos do Colégio Ateneu Santista e integrantes do TERV. |
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A importância da montagem dessa peça está justamente no trabalho de pesquisa que realizamos com o grupo do CAST - Clube Ateneu Santista de Teatro, em torno do chamado teatro do absurdo. Estava em cartaz, em São Paulo (SP) a peça 'A Cantora Careca', de Ionesco. Nos meios teatrais, o teatro do absurdo mantinha-se em evidência. Então, resolvi proporcionar aos meus alunos a oportunidade de conhecerem de perto essa modalidade dramática. Escrevi um texto baseado no absurdo. Intitulei-o 'Os Coxos'. E, à medida em que marcávamos as cenas, eu comentava com meus artistas os detalhes daquele teatro. |
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Em todos os sentidos que podemos imaginar, a apresentação de 52 alunos da APAE de Santos da peça 'Os Brinquedos de Noel' foi um grande espetáculo. Essa apresentação foi o resultado de seis meses de exaustivos trabalhos junto ao elenco (assim podemos chamar) composto de crianças a partir dos 5 anos (idade cronológica) e de jovens. Contei com a dedicação extraordinária das professoras da APAE, o que possibilitou chegarmos à estréia, no dia 19 de dezembro de 1972, no It Club de Santos (extinto).
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O 'Show da Alegria' nunca teve
a pretensão de espetáculo. É a reunião de esquetes criadas pelos
próprios alunos do TERV, com a inclusão de números musicais infantis
('Quem estala os dedos está feliz...'). Apenas apresentações
com o objetivo do entretenimento infantil; fazer a criança rir. Ser
feliz. Contudo, pelo amor que cada integrante do TERV devotava às
apresentações, pela empolgação das platéias infantis e adultas
(pais, professores, monitores etc), o nosso 'Show da Alegria'
tornou-se espetáculo. Agradava a todos. E a quantidade de convites para
apresentarmos o 'Show da Alegria' era tanto que tivemos que criar
uma agenda para gerenciarmos datas, horários e locais.
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O texto da peça 'O Mestre' foi escrito com a intenção de homenagear os professores. É um texto um tanto poético, que deve ser interpretado de permeio a expressões corporais. Não se trata de algo em grande estilo. Entretanto, por seu conteúdo, por suas finalidades, acrescenta-se às apresentações grande dose de emoções. Principalmente quando interpretado por jovens internos da FEBEM do Guarujá, com a co-participação de meninas convidadas. Pois foi a partir dessa modesta montagem que eu passei a considerar 'O Mestre' como outro espetáculo na história do meu teatro. |
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