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Em janeiro de
1971, com o apoio de Colégio Ateneu Santista,
da Secretaria de Turismo e Cultura da
Prefeitura de Santos e da Federação Santista
de Teatro Amador, além do It Clube de Santos
(hoje extinto), contando com a colaboração de
grupos amadores da região, pude apresentar a
centenas de crianças peças teatrais infantis.
Os espetáculos foram avaliados por dois júris:
o MOR, integrado por adultos, e o MIRIM,
constituído por crianças. Integraram o
Júri-Mor: Jurema Gonçalves, da Divisão de
Cultura da Prefeitura de Santos, José Reinaldo
Saboya, ator, e Roberto Peres, jornalista do
jornal Cidade de Santos. A esse júri coube a
entrega do troféu Colégio Ateneu Santista ao
espetáculo vencedor na sua opinião. O
Júri-Mirim,
que
entregou o troféu "Alaíde Ferraz de Camargo"
(Dindinha Sinhá) foi formado por Rosane Rocha
Villani (10 anos - filha de Roberto Villani),
Rogério Berling de Souza (11 anos - filho do
Eng Plauto Antunes Rodrigues, diretor da
Escola da Petrobrás), Lúcia Aparecida
Rodrigues Barros (10 anos - atriz-mirim do
CAST), Marcos Maurício Medeiros Martins (11
anos - filho do Dr Lamuel Camargo Martins, da
Comissão Municipal de Cultura de Cubatão(SP))
e Luciano Gonzales (12 anos - filho do ator
Serafim Gonzales).
As peças que se
apresentaram foram:
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dia
17/01/1971: A Menina e o Vento,
de Maria Clara Machado, pelo Teatro
Escola de Cubatão; |
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dia
18/01/1971: Um Lobo na Cartola,
de Oscar Von Pfuhl, pelo TEN - Teatro
Estudantil de Novos; |
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dia
19/01/1971: O Patinho Feio, de
Valter Quialha, pelo Teatro Escola de
Cubatão; |
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dia
20/01/1971: O Natal do Ferreiro,
de Oscar Von Pfuhl, pelo grupo Os
Amadores; |
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dia
21/01/1971: O Pequeno Reformador,
de Roberto Villani, pelo TEMO - Teatro
de Momento; |
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dia
22/01/1971: A Bruxinha que era boa,
de Maria Clara Machado, pelo Teatro
Escola de Cubatão; |
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dia
23/01/1971: A Árvore que Andava,
de Oscar Von Pfuhl, pelo TEN - Teatro
Estudantil de Novos; |
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dia
24/01/1971: Pop, a Garota Legal,
pelo Teatro da Cidade, de Santo André
(profissional, não concorreu). |
É
importante registrar que o grupo Teatro da
Cidade, de Santo André (SP), ofereceu seu
espetáculo gratuitamente, na intenção única de
homenagear o Festival por seu pioneirismo e
por sua luta pela valorização do Teatro
Infantil.
O SEGUNDO
Com o relativo
sucesso desse festival, Carlos Pinto, o então
presidente da Federação Santista de Teatro
Amador, convidou-me para realizar, já no
ano seguinte, o II FESTIVAL DE EXPANSÃO DO
TEATRO INFANTIL.
Com
toda infra-estrutura montada pela Federação,
não me foi difícil enriquecer a organização do
festival. Ocupou-se o palco do Teatro da Rádio
Clube de Santos para receber, em caráter
nacional, espetáculos de teatro infantil
vindos de alguns Estados brasileiros.
Da mesma forma
que o primeiro, dois júris avaliaram as
apresentações. O Júri-Mor foi constituído por
Gilda Figueiredo, artista plástica, Wilson
Geraldo, diretor de teatro, e Alice Guimarães
Peres, jornalista. O Júri-Mirim foi formado
por Rosângela Rocha Villani (9 anos, filha de
Roberto Villani), Paulo Sergio Damasceno (12
anos), Márcia Giovanetti (12 anos), Cláudia
Calabrez (10 anos) e Rosângela de Jesus
Pitombeiras (10 anos), todos integrantes do
TERV.
As peças que se
apresentaram foram:
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dia
16/04/1972: Ploc, a Borboleta mais
linda que eu vi, de Roberto Villani,
pelo Teatro Experimental dos
Universitários de Santos (SP);
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dia
21/04/1972: Cintilante, a Gotinha de
Orvalho, de Ricardo Gouveia, pelo
Teatro Infantil Riopardense, de Rio Pardo
(SP); |
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dia
22/04/1972: A Revolta dos Brinquedos,
de Pernambuco de Oliveira, pela Escola de
Teatro 'Leopoldo Froes', da cidade de
Santa Maria (RS); |
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dia
23/04/1972: Joãozinho Anda Pra Trás,
de Lúcia Benedetti, pelo Teatro do
Estudante do Paraná, da cidade de Curitiba
(PR); |
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dia
29/04/1972: A Árvore que Andava, de
Oscar Von Pfuhl, pelo Teatro Sem Grupo, de
Ribeirão Preto (SP); |
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dia
30/04/1972: O Rapto das Cebolinhas,
de Maria Clara Machado, pelo Teatro
Marinão, da cidade de Taquaritinga (SP).
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Eis os
resultados:
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Pelo Júri-Mor - troféu
Confederação de Teatro Amador do
Estado de São Paulo: Ploc, a
Borboleta mais linda que eu vi. |
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Pelo Júri-Mirim - troféu
Federação Santista de Teatro
Amador: Ploc, a Borboleta
mais linda que eu vi. |
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Apesar
de parecer surpreendente uma peça
vencer na opinião dos dois júris, a
verdade é que Ploc encantou a
todos de tal maneira que recebeu os
melhores votos de todos os jurados;
unanimidade.
E
esse foi o início de uma carreira
vitoriosa dessa peça, que já foi ao
Japão e Panamá, além de várias cidades
brasileiras.
Outros
festivais foram realizados, não por
mim. Outros idealistas ocuparam o
espaço criado por mim para essas
finalidades. Mantinha-me muito
preocupado com a evolução do meu
trabalho com o Teatro Educativo. Mas
eu estava, como estou, feliz com a
semente que havia plantado. Hoje
acontecem em vários pontos do país
festivais de teatro infantil. Mas
ainda não é o suficiente para elevar o
teatro infantil ao seu devido
destaque. |
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FESTIVAL "DESAFIO"
DE TEATRO & ARTES |
Projeto IntegrARTE
A idéia do IntegrARTE partiu da então
Delegada Regional de Cultura, Edelvani
Fiocco - Araraquara, e da Coordenadora da
Oficina Cultural Regional "Sérgio Buarque
de Holanda" Maria Inez C. Botta, de São
Carlos. Em julho de 2004, elas organizaram
o primeiro IntegrARTE na própria Oficina
Cultural, expondo produtos artísticos de
artistas da região. Na cerimônia de
encerramento, ambas registraram a sugestão
de que as cidades promovessem o seu
IntegrARTE, com objetivos de integrar
artistas de toda a região. No momento,
vários dirigentes estavam presentes, mas
me adiantei e manifestei imediato
interesse em atender àquela sugestão.
O Projeto IntegrARTE foi realizado pela
primeira vez em Descalvado no ano de 2004,
organizado totalmente por mim. Na época,
tive apoio cultural e financeiro da
Secretaria de Estado da Cultura. A idéia
era criar evento rico em atividades
artísticas. Reunir artistas da região.
Então, ocorreu-me o desejo de criar um
festival que mostrasse teatro e artes de
palco, como dança, música, poesia etc. E
assim nasceu o Festival Regional de Teatro
"Desafio" realizado pela primeira vez em
2004, na cidade de Descalvado, SP. Hoje,
2010, já estamos na sétima edição. Mas com
a diversidade de atrações, passou a
denominar-se Festival "Desafio" de Teatro
& Artes.
Por que
DESAFIO?
Desde o poeta
grego Téspis, no alvorecer do teatro
ocidental, ao improvisar uma carroça como
palco para interpretar o deus Dionísio,
diretores, atores e técnicos enfrentam,
não raro, dificuldades para apresentarem
seus espetáculos. Principalmente os
amadores. Já não chegam os obstáculos
financeiros, também os entraves técnicos.
Questões de palco, de luz, de camarins...
Contudo, tal e qual os saltimbancos da
Idade Média, vão enfrentando os
desafios impostos à arte com galhardia
e demonstrações de devoção àquilo que
fazem. São amantes da arte dramática e
nada os impede de estarem aqui, ali,
apresentando às comunidades os resultados
de seus ideais. Não importa onde e como.
Colocamos a
nossa proposta como um desafio aos
nossos artistas dramáticos. Chamamos os
nossos Diretores, Atores e Técnicos a
compartilharem conosco dessa idéia até
certo ponto corajosa e, por que não,
maluca. Um festival de teatro em palcos
que não são tablados, com luzes que não
são refletores... Digo isso em termos de
elementos técnicos para teatro. O festival
da adaptação e do amor à arte.

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