Grande
parte dos nossos pensamentos é figurativa, ou seja, pensamos através
de imagens-símbolo, que são construídas ou registradas por nossas
potencialidades de imaginação e percepção. Ao lermos a notícia de
um crime, por exemplo, no desenrolar das informações que descrevem a
ocorrência, vamos desenvolvendo um seriado de imagens mentais, como a
projeção de um filme. Embora desconheçamos as particularidades do
fato, nossa mente, preocupada com a aproximação máxima da imagem
verdadeira, cuida dos mínimos detalhes e faz o possível para o alcance
da realidade. Mesmo que não seja bem sucedida nesse mister, satisfaz ao
indivíduo pela elaboração de um conjunto de imagens identificadoras
com o fato.
(Trecho da teoria do
curso Didática do Teatro Educativo) |
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Contudo,
algumas idéias me surgiram aos poucos. Para que aqueles alunos tivessem
mais motivações para ler e escrever (esse o objetivo principal do
Clube de Imprensa), resolvi criar alguns exercícios com base em práticas
teatrais adaptadas. Ou seja, pesquisas e, por elas, criação de
pequenas estórias. Tudo com liberdade de criação. E em pequenos
grupos. Essas estórias, por fim, eram apresentadas de várias maneiras,
para mim, entre elas a dramatização. E uma dessas estórias, escrita
pela aluna EFIGÊNIA MARIA BARRETO MONÇÃO, hoje jornalista, foi
publicada no periódico A TRIBUNINHA, encarte do jornal A
TRIBUNA da cidade de Santos-SP/Brasil.
Todo
esse trabalho era feito em sala de aula. Com o sucesso surpreendente dos
resultados desse trabalho, o Dr PLAUTO ANTUNES RODRIGUES decidiu dispor de um ônibus para transportar os alunos
componentes do Clube de Imprensa em horários especiais, para a Escola,
a fim de que nada pudesse interromper suas atividades. |